FOI QUEIMADA: Ex-marido que matou vendedora grávida de 4 meses trabalhava como motorista de coletivo em Cachoeiro/ES
OlheNews | 15 de outubro de 2026 / Redação |

Diego Marques Alves de 31 anos, motorista de transporte público e Geovana Maria Vieira, 24 anos, moradora do Bairro Zumbi, foram presos na tarde desta quarta-feira (14) em Cachoeiro/ES, suspeitos de matar Juliana Paulo Pinto, de 29 anos e grávida de aproximadamente quatro meses, queimada no Bairro Monte Líbano.
O suspeito é ex-marido da vítima e tinha um filho de 11 anos com ela. Juliana tinha uma medida protetiva contra Diego e, segundo ele, isso impedia que tivesse proximidade com o filho.
Além da medida protetiva, Juliana já havia denunciado Diego por violência doméstica quando ambos ainda eram casados.
Juliana desapareceu na madrugada de segunda-feira (12). Na ocasião, Diego teria ido à casa da ex-esposa, horas mais cedo, para conversar. Neste momento, o atual marido da vítima estava dormindo.
O filho de Juliana teria ido até o portão da casa e pedido à mãe para ter cuidado durante a conversa, mas logo depois subiu novamente para dentro do imóvel. Neste momento, a vítima teria entrado no carro de Diego.
Ao perceber que a mãe não teria voltado para casa, o filho de Juliana começou a ligar para ela, assim como o marido da vítima, que já tinha acordado.
Foi o marido de Juliana que fez um boletim de ocorrência junto à Polícia Civil comunicando o desaparecimento da vítima.
Ao realizarem buscas pela vítima, policiais encontraram um chinelo que pertencia a Juliana. A peça foi o que levou a polícia ao corpo da vítima, que estava carbonizado.
Imagens do sistema municipal de vídeo-monitoramento identificaram movimentações de um carro, que seria de Diego, no local próximo a onde o corpo foi encontrado.
De acordo com o delegado Felipe Vivas, titular da DHPP de Cachoeiro de Itapemirim, imagens de um posto de combustíveis mostraram o veículo abastecendo e seguindo em direção à região rural de Monte Líbano, onde a polícia localizou o corpo. A equipe realizou diligências na localidade após analisar os registros.
Diego chegou a registrar um boletim de ocorrência online sobre o desaparecimento da vítima.
No boletim, o suspeito afirma não ter conhecimento do paradeiro de Juliana e chega a afirmar que no momento do desaparecimento, estava cuidando da noiva, que estaria passando mal.
Ainda no documento, Diego afirma que Juliana era usuária de drogas e que, possivelmente, teria se envolvido com algum indivíduo marginal.
No boletim, o suspeito afirma estar afastado do filho por conta da medida protetiva, o que prejudicava seu convívio com ela.
Ele afirma não ter nenhum envolvimento com o desaparecimento e que deseja que a vítima seja encontrada para que todo este tormento e acusações sobre mim acabe.
A alegação do suspeito de que Juliana era usuária de drogas é contestada por familiares da vítima.
Diego e Geovana foram autuados em flagrante por ocultação de cadáver. A Polícia Civil também pediu a prisão temporária dos dois investigados pelos crimes de feminicídio e aborto sem consentimento, solicitação que será analisada pelo Poder Judiciário.
Após os procedimentos, os suspeitos serão encaminhados ao sistema prisional e permanecerão à disposição da Justiça, enquanto as investigações continuam.
A polícia ainda não revelou a motivação do crime, mas há suspeita de que o caso tenha sido motivado por insatisfação de Diego em relação ao convívio com o filho

