O material mais consumido pelo homem depois da água. Conheça a origem do...
OlheNews | 15 de outubro de 2026 / Redação |

O cimento moderno (conhecido como cimento Portland) foi patenteado em 1824 pelo construtor inglês Joseph Aspdin.
Mas quem foi Joseph (17781855)?
Foi um pedreiro, empreendedor e inventor inglês, reconhecido por patentear o cimento Portland.
Nascimento e Morte: Nascido em Leeds, Reino Unido, em 25 de dezembro de 1778, e faleceu em Wakefield em 20 de março de 1855.
A Patente (1824): Em 21 de outubro de 1824, obteve a patente britânica BP 5022 ("An Improvement in the Mode of Producing an Artificial Stone") após queimar uma mistura de calcário e argila e triturá-la até formar um pó.
Nomeação: Batizou o produto de "cimento Portland" como uma estratégia de marketing, por sua semelhança visual com a famosa pedra de Portland, extraída na costa da Inglaterra.
O Cimento Inicial: O material criado por ele era, na verdade, uma forma inicial de cal hidráulica (mais semelhante a um estuque de cura rápida) e não possuía a mesma resistência do cimento moderno.
Evolução: Anos mais tarde, seu filho, William Aspdin, e outros pioneiros como Isaac Charles Johnson refinaram o processo em temperaturas mais altas para criar a fórmula definitiva do cimento Portland moderno.
No entanto, a história do cimento e de aglomerantes semelhantes é mais antiga:
Antiguidade (cerca de 4500 a.C. a 1000 a.C.): O Egito Antigo já utilizava uma forma primitiva de gesso calcinado para unir blocos de monumentos.
Império Romano: Os romanos usavam uma mistura de cal com cinzas ou solos vulcânicos (pozolana) para erguer grandes obras como o Coliseu e o Panteão, que endureciam em contato com a água.
Século XVIII (1756): O engenheiro inglês John Smeaton desenvolveu um aglomerante de alta resistência calcinando calcários moles e argilosos para construir um farol.
1818: O químico francês Louis Vicat obteve resultados semelhantes e passou a ser considerado o inventor do cimento artificial.
1824: Joseph Aspdin queimou calcário e argila juntos e patenteou o material como cimento Portland, batizado assim porque a sua cor e dureza lembravam as famosas pedras da Ilha de Portland, na Inglaterra.
As construções mais antigas que utilizaram precursores de cimento e concreto incluem as estruturas nabateias (por volta de 6500 a.C.), as construções parciais em concreto na Mesopotâmia e Suméria (cerca de 3500 a.C.), e as pirâmides do Egito (por volta de 2500 a.C.), que utilizavam argamassas de gipsita e cal.
No entanto, o cimento hidráulico verdadeiro (que endurece sob a água) foi amplamente utilizado em larga escala pelos antigos romanos a partir do século III a.C., em grandes obras como:
O Panteão de Roma: Famoso por possuir a maior cúpula de concreto não armado do mundo, construída por volta de 126 d.C. utilizando uma mistura de cal e cinza vulcânica (pozolana).
O Coliseu: Construído no século I d.C. com o uso extensivo de alvenaria combinada com argamassa e concreto romano.
Os Aquedutos Romanos: Redes de abastecimento de água erguidas com o mesmo princípio de cimento natural e pozolana para resistir à umidade e ao fluxo contínuo.
O cimento moderno (o Cimento Portland) foi patenteado bem depois, em 1824, pelo inglês Joseph Aspdin, tendo como um dos primeiros marcos de aplicação prática o Farol de Eddystone (Eddystone Lighthouse), reconstruído por John Smeaton em 1759 na Inglaterra com cimento hidráulico.
A Usina Hidrelétrica de Três Gargantas (na China) é a construção que detém o recorde de maior volume de concreto e cimento já empregado em uma única estrutura no mundo, com aproximadamente 27,2 milhões de metros cúbicos de concreto.
Principais detalhes da obra:
Usina Hidrelétrica de Três Gargantas (China): Utilizou cerca de 27,2 milhões de m³ de concreto em sua estrutura principal e barragem, superando qualquer outra obra individual no planeta.
Grand Ethiopian Renaissance Dam - GERD (Etiópia): É a maior barragem de concreto compactado a rolo (RCC) da África, consumindo cerca de 10,2 a 10,7 milhões de m³ de concreto, sendo uma das maiores obras ativas recentes do mundo.
Ponte Danyang-Kunshan (China): Considerada a ponte mais longa do mundo com mais de 160 km de extensão, também consome imensas quantidades de concreto em seus pilares e viadutos, embora divididas em uma grande extensão linear.
Contexto Global: O concreto (feito à base de cimento Portland) é o material mais consumido pelo homem depois da água, sendo a China o maior produtor e consumidor global isolado do insumo.material mais consumido pelo homem depois da água



